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Caso Ederson: Familiares e amigos protestam e pedem afastamento de policial

Protesto aconteceu na noite desta sexta-feira (06), em frente à Delegacia de Polícia de Três Passos

7 de maio de 2022
Amigos e familires reuniram-se em frente à DP de Três Passos (Foto: Vinicius Araujo / Rádio Alto Uruguai)

No início da noite desta sexta-feira (06), um grupo de familiares e amigos do três-passense Ederson dos Santos da Silva (Farofinha), de 31 anos de idade, reuniu-se em frente à Delegacia de Polícia de Três Passos, para protestar e reivindicar o afastamento do policial civil, autor dos disparos de arma de fogo que feriram gravemente Ederson, na noite de 2 de abril, durante um incidente na rua Estivalete Pires, na área central de Três Passos.

A investigação sobre o caso está sob responsabilidade da Corregedoria-Geral da Polícia Civil (Cogepol), em Porto Alegre. Porém, a defesa de Ederson reclama da morosidade na oitiva de testemunhas e, principalmente, pelo fato de que o policial, autor dos disparos, segue trabalhando normalmente, junto à Delegacia de Polícia de Miraguaí. O advogado, Gelson Tavares da Silva, diz que peticionou junto à Cogepol o pedido de afastamento do policial, mas que não foi atendido.

Outra insatisfação dos familiares de Ederson é o enquadramento inicial que a polícia deu para a investigação, tratando o caso como lesão corporal grave. Para o defensor de Ederson, este crime precisa ser tratado como tentativa de homicídio, em razão dos depoimentos colhidos até o momento pelas testemunhas que presenciaram o fato.

A falta de imagens de câmeras de monitoramento do local onde aconteceu o incidente, aumentam ainda mais o peso do relato das testemunhas.

Entenda o caso
Na noite de 2 de abril de 2022, na rua Estivalete Pires, proximidades da Biig’s Choperia, Ederson tentou intervir em um princípio de briga, tentando separar um conhecido do desentendimento, quando acabou sendo atingido por três tiros, praticamente a queima roupa, disparados por um policial civil, envolvido no desentendimento.

De acordo com a defesa de Ederson, a tese do policial, de que agiu em legítima defesa, foi totalmente descartada a partir dos depoimentos das testemunhas. Segundo Gelson Tavares da Silva, advogado que representa Ederson, o policial sequer foi capaz de telefonar para uma equipe de emergência atender a vítima, pedindo que terceiros fizessem a ligação, além de dificultar o socorro de Ederson, inclusive dizendo que o homem já estaria morto.

A vítima foi socorrida até o hospital de Caridade, em Três Passos, e na madrugada de 3 de abril, foi encaminhada ao Hospital de Clínicas, em Passo Fundo, onde ficou 27 dias hospitalizado. Neste período, passou por sete cirurgias e acabou tendo de amputar parte de uma das pernas.

No dia 29 de abril, regressou a Três Passos, onde ficou mais alguns dias internado no Hospital de Caridade, recebendo alta na tarde de 2 de maio, continuando a recuperação, a partir de agora, de sua casa.

Grupo protestou em frente à DP de Três Passos (Foto: Vinicius Araujo / Rádio Alto Uruguai)

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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