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Caso Bernardo: Testemunhas e jurados serão mantidos incomunicáveis durante o julgamento

Após quase cinco anos da morte do garoto, quatro réus serão julgados esta semana

8 de março de 2019
Casa onde residia Bernardo segue recebendo cartazes pedindo justiça e orações (Fotos Vinicius Araujo)

Na próxima segunda-feira, dia 11, as atenções de todo o Brasil estarão recaindo sobre a cidade de Três Passos. Às 9h30min terá início o julgamento da morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, que teve seu corpo encontrado em uma cova, no interior de Frederico Westphalen, a cerca de 90 quilômetros de Três Passos, em abril de 2014, após dez dias de desaparecimento.

Quase cinco anos após o cruel assassinato, quatro réus estarão tendo seu futuro decidido por um júri popular: o pai do menino, Leandro Boldrini; a madrasta, Graciele Ugulini; uma amiga da madrasta, Edelvânia Wirganovicz, e seu irmão, Evandro Wirganovicz. Todos permanecem presos desde a confirmação da morte do garoto.

Alteração no número de testemunhas

Após atravessar várias fases processuais, o caso terá seu desfecho na próxima semana. Durante o julgamento, 18 testemunhas serão ouvidas, um número menor do que estava inicialmente previsto. Serão cinco testemunhas de acusação; nove testemunhas arroladas pela defesa de Leandro Boldrini e quatro pela defesa de Graciele Ugulini).

Jurados e testemunhas ficarão incomunicáveis

Além das testemunhas que terão de participar do julgamento, sete pessoas da comarca de Três Passos (que inclui também Bom Progresso, Tiradentes do Sul e Esperança do Sul) terão a responsabilidade por decidir se os réus são culpados ou inocentes. Eles integrarão o conselho de sentença. Os nomes serão sorteados a partir de um grupo de 25.

Ao longo do julgamento, testemunhas e jurados ficarão hospedados em hotéis da região. Os locais não poderão ter acesso à televisão, internet ou qualquer outro meio que possa influenciar em suas tarefas. Somente têm permissão para conversar com 15 oficiais de Justiça.

O café da manhã será servido em sala apartada. Durante o horário do júri, as refeições serão feitas no Fórum. Os intervalos, para descanso e alimentação, serão definidos ao longo do julgamento.

Segundo a juíza do caso, Sucilene Engler Werle, de Três Passos, caso algum jurado desobedeça as restrições estará sujeito a multa de um a 10 salários mínimos e exclusão da lista geral. Isso pode acarretar na dissolução do conselho de sentença.

Etapas do júri

Após a definição do corpo de jurados, iniciará o julgamento, com a oitiva das 18 testemunhas confirmadas. Em seguida, haverá o interrogatório dos quatro réus. Na sequência, os debates, entre Ministério Público (órgão acusador) e advogados dos quatro réus. A previsão é de que o julgamento dure uma semana.

ENTENDA O CASO

Homicídio
Morador de Três Passos, Bernardo Uglione Boldrini desapareceu no dia 4 de abril de 2014, sendo encontrado morto 10 dias depois, em uma cova vertical nas margens de um riacho, no município vizinho, Frederico Westphalen. Laudos periciais atestaram a presença de Midazolam no estômago, rim e fígado da vítima, na época, com 11 anos de idade. A superdosagem do medicamento teria sido a causa da morte do menino.

Os réus Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia e Evandro Wirganovicz, respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica (este, só Leandro).

O processo que apura o crime tem cerca de 9 mil páginas, distribuídas em 44 volumes. Na fase de instrução processual, foram ouvidas 25 testemunhas arroladas pela acusação, 29 indicadas pelas defesas e os quatro réus.

Qualificadoras
As qualificadoras imputadas ao crime principal, o homicídio, são: motivo torpe, fútil, com emprego de veneno e mediante dissimulação.

Motivo torpe – Paga ou promessa de recompensa. A madrasta teria oferecido dinheiro (R$ 90 mil, tendo antecipado R$ 6 mil) à amiga para que esta a ajudasse a matar o enteado, com conhecimento do médico
Motivo torpe – A denúncia aponta que Leandro e Graciele não queriam partilhar com Bernardo os bens da herança deixada pela mãe dele, morta em 2010
Motivo fútil – Leandro e Graciele considerariam a vítima um estorvo no novo núcleo familiar
Crime cometido mediante emprego de veneno em razão da aplicação de superdosagem do medicamento Midazolam – Edelvânia e Graciele teriam adquirido o remédio utilizando receituário azul com timbre e carimbo de Leandro
Crime cometido mediante dissimulação – A vítima teria sido conduzida, mediante dissimulação, para acompanhar Graciele na viagem até Frederico Westphalen, e realizar atividade de seu agrado, sem condições de saber a real intenção

Causa de aumento de pena
No caso em análise, há imputação de aumento de pena por ser a vítima menor de 14 anos de idade na data do fato.

Crimes conexos
A denúncia imputa aos quatro acusados o delito de ocultação de cadáver, bem como o delito de falsidade ideológica em face de Leandro Boldrini.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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