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Caso Bernardo: pedido de anulação do julgamento em Três Passos será analisado em uma semana

Defesa de Leandro Boldrini, pai do garoto, diz que não há provas de que ele mandou matar o filho

14 de agosto de 2020
Júri do Caso Bernardo aconteceu no ano passado, em Três Passos (Foto: Vinicius Araujo / Rádio Alto Uruguai / Arquivo)

O pedido de anulação do julgamento do assassinato do menino Bernardo Uglione Boldrini será analisado às 14h do dia 20 de agosto, pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, em Porto Alegre. Solicitado ainda no ano passado pela defesa de Leandro Boldrini, condenado a 33 anos e oito meses de prisão por envolvimento na morte do filho, o recurso contesta questões formais e, também, o que os advogados entendem como falta de provas no julgamento, ocorrido em março de 2019, em Três Passos

A data da análise foi confirmada nesta terça-feira (11), após os desembargadores negarem recurso da defesa para adiamento. Devido à pandemia, a sustentação oral, momento em que os defensores apresentam argumentos, é realizada por vídeo gravado, que deve ser enviado previamente à 1ª Câmara. Os advogados Rodrigo Grecellé Vares e Ezequiel Vetoretti consideram que o atual procedimento prejudica a defesa e queriam que ocorresse presencialmente.

Na parte formal do julgamento, os advogados de Leandro contestam a permissão dada pela juíza Sucilene Engler para que os promotores continuassem a fazer perguntas ao réu mesmo após ele dizer que não responderia mais os questionamentos. O fato ocorreu quando o terceiro promotor começou os questionamentos, no terceiro dia do julgamento. O outro pedido é o de número de jurados sem intimação prévia da defesa.

Já na parte de mérito, a contestação da defesa é de que não havia provas de que o médico mandou matar o filho. Leandro foi acusado pelo Ministério Público de ser o mentor intelectual do plano para matar Bernardo. Conforme a denúncia, ele planejou e financiou o crime. Parte dos jurados concordou com a acusação em 2019.

“Existe uma diferença oceânica entre ele ser um pai ausente, que é um fato que eu inclusive reconheci na minha defesa oral no júri, fiz severas críticas a isso, e ele ter sido o mentor e mandante da morte. Não há o mínimo de elementos de prova nesse sentido. Até porque os motivos que o Ministério Público acusou ele de ter praticado esse crime não encontram qualquer respaldo na lógica humana”, ponderaram os advogados Rodrigo Grecellé Vares e Ezequiel Vetoretti.

Caso o recurso dos advogados seja aceito, a sentença que condenou o médico deixaria de existir. Há a possibilidade, também, de anulação das penas dos demais condenados: a então madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz.

Fonte: GaúchaZH

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