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Caso Bernardo: Defesas dos quatro réus mantém cautela antes do julgamento

Apenas a defesa de Edelvânia Wirganovicz gravou depoimento para veículos de imprensa

10 de março de 2019
Advogado Ezequiel Vetoretti é um dos profissionais que atua na defesa de Leandro Boldrini neste caso (Foto: Arquivo pessoal)

Os advogados de defesa dos quatro réus que estarão sendo julgados a partir desta segunda-feira em júri popular, no fórum da comarca de Três Passos, mantiveram certa cautela em manifestar posicionamento público nos dias que antecedem o processo. Apenas a defesa de Edelvânia Weirganovicz gravou depoimento para veículos de imprensa.

Advogados de Leandro Boldrini se manifestam por nota

Desde que assumiram a defesa do médico Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo e um dos quatro acusados no caso, no final de agosto de 2014, os advogados Ezequiel Vetoretti (foto) e Rodrigo Grecellé Vares, que mantém escritório profissional atendendo nas cidades de Santa Cruz do Sul e Porto Alegre, não se manifestam publicamente pela mídia.

Neste final de semana que antecede o júri popular, limitaram-se a encaminhar uma nota, onde afirmam “que a defesa de Leandro Boldrini confia no Tribunal do Júri e espera um julgamento justo, amparado nas provas do processo. O processo fala e o júri terá, certamente, a sabedoria para ouvir e fazer a tão esperada justiça. Reiteramos o nosso respeito pela nobre atividade desempenhada pela imprensa”.

Antes da dupla assumir o caso, quem representava Leandro Boldrini no caso era o advogado criminalista, Jader Marques, de Porto Alegre. Na época da substituição de defensores, Jader limitou-se a dizer que “por divergências com Boldrini sobre a condução da sua defesa técnica, recebo com naturalidade a revogação dos poderes para atuar em nome deste nos procedimentos em que é parte”.

Defesa de Edelvânia alega que a ré participou apenas da ocultação do cadáver

Publicamente, apenas os defensores que representam Edelvânia Wirganovicz aceitaram manifestar opiniões sobre o caso. O advogado Jean Severo diz que irá atuar para que ela seja condenada apenas por ocultação de cadáver. “Edelvânia foi coagida a fazer a cova e enterrar o menino. O menino caiu morto aos pés dela, por obra da madrasta. Justiça é a absolvição da Edelvânia no que diz respeito ao homicídio, e condenação de Edelvânia no que se refere à ocultação de cadáver. Isso pra mim é justiça”, afirma.

“Edelvânia se propõe a ir no médico. Ela tira os batimentos do menino e diz ‘não adianta mais, está morto’. Ela então diz que vai na polícia. A madrasta diz que ela não vai até a polícia: ‘tu vai me ajudar a enterrar este corpo’. E ela cai nessa ameaça, nessa coação terrível e enterra o menino”, prossegue o advogado Jean Severo.

O advogado Gustavo Nagelstein, que também atua na defesa de Edelvânia, afirma que vai apresentar à sociedade, outra versão do crime, “não contaminada pelo preconceito”. Para ele, as provas arrecadadas por Ministério Público e Polícia Civil são frágeis e não demonstram a participação de sua cliente no homicídio. “Vamos apresentar uma linha de raciocínio que é bem razoável no sentido de que ela foi envolvida nessa trama toda. Ela estava, efetivamente, dentro do carro e isso não se nega. Mas a participação dela no homicídio não existe. Não houve participação premeditada”, alega.

O advogado diz ainda, que Edelvânia participou somente na ocultação de cadáver, e não no assassinato. Nagelstein afirma ainda que, caso ela seja condenada apenas por teu auxiliado a esconder o corpo, a sua pena já teria sido cumprida com o tempo em que ficou presa.

Boa parte da defesa de Edelvânia Wirganoviz, incluindo a audiência de oitiva dos réus, em 2015, quem estev atuando no caso era o advogado Demétrius Grapiglia, de Frederico Westphalen, posteriormente substituído nos autos do processo.

Defesas de Graciele Ugulini e de Evadro Wirganovicz não se manifestam

O advogado Vanderlei Pompeo de Mattos, que realiza a defesa da ré, Graciele Ugulini, a madrasta do menino Bernardo, não proferiu nenhuma manifestação nestes dias que antecedem o júri popular.

Da mesma maneira, o advogado Hélio Sauer, que representa o réu Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, disse que somente irá se manifestar durante o julgamento.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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