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Caingangues presos por homicídio e formação de milícia na Reserva Guarita, pedem liberdade

Os nove indígenas capturados pela PF são suspeitos de cometer atentados contra rivais na Reserva do Guarita

5 de dezembro de 2019
Operação liderada pela Polícia Federal prendeu nove indígenas no último mês, na Reserva Guarita (Foto: PF/Divulgação)

A defesa dos nove caingangues presos pela Polícia Federal em 19 de novembro ingressou com pedido de habeas corpus. Os indígenas tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal por suspeita de envolvimento em homicídio, incêndios criminosos, tentativas de assassinato de índios rivais e formação de milícia. Eles estão recolhidos no Presídio Regional de Três Passos.

Os caingangues são todos da Reserva do Guarita, a maior do Rio Grande do Sul. O grupo que foi preso é ligado ao vice-cacique, Vanderlei Ribeiro, o Vandinho. Ele está em disputa com o cacique Carlinhos Alfaiate.

A guerra pelo controle da área caingangue está relacionada a poder e dinheiro. O cacique tem a última palavra sobre cerca de mil vagas de trabalho na reserva: professores, agentes de saúde e trabalhadores em frigoríficos, entre outros serviços.

Vandinho foi apontado por testemunhas como envolvido numa trama para assassinar o cacique, que teve a residência incendiada e escapou de uma emboscada que envolveu mais de 20 tiros, inclusive de fuzil. Alfaiate não ficou ferido. O vice-cacique também seria um dos responsáveis pelos disparos que mataram um caingangue apoiador do cacique e feriram outros três. Os dois episódios aconteceram entre outubro e novembro.

Além de Vandinho, a Polícia Federal prendeu outra liderança indígena aliada do vice-cacique. Trata-se do professor, Zaqueu Claudino.

Zaqueu e seu filho Gilmar viviam na Grande Porto Alegre, mas voltaram para a reserva da Guarita e se aliaram ao vice-cacique Vandinho. Os três estão recolhidos no presídio de Três Passos, junto com outros oito indígenas.

Advogado dos índios presos, Vanderlei Pompeo de Mattos assegura que os clientes são inocentes. Ele ingressou com pedido de habeas corpus junto à 3ª Vara Federal de Passo Fundo, que decretou as prisões, pedindo que sejam revogadas. Ele anexa ao pedido depoimentos de alguns indígenas, no sentido de que a morte do caingangue teria sido causada por “fogo amigo” e que o grupo composto por aliados de Zaqueu e Vandinho não disparou.

“Zaqueu Claudino sequer foi avistado no local dos fatos quando houve a ‘saraivada de bala’ feita pelos milicianos do cacique Carlinhos Alfaiate”, defende Pompeo.

O Ministério Público quer que as prisões sejam mantidas. A Justiça ainda não apreciou os pedidos.

Fonte: GaúchaZH

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