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Audiências do Caso Rafael recomeçam nesta quarta com depoimento do pai do menino

Garoto de 11 anos desapareceu em maio no município do norte do RS. Dez dias depois, mãe confessou o crime e apontou onde estava o corpo.

9 de dezembro de 2020
Rafael Mateus Winques vivia com a mãe e o irmão em Planalto (Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação)

É no município de Planalto, no norte do Rio Grande do Sul — onde Rafael Mateus Winques, 11 anos, vivia com a família — que serão retomadas nesta semana as audiências sobre o caso da morte do menino. Em 25 de maio, 10 dias após o desaparecimento do filho, Alexandra Dougokenski, 33 anos, confessou um crime bárbaro. Disse ter matado a criança e escondido o corpo ao lado de casa. Nesta quarta-feira (9), Rodrigo Winques, pai do garoto, deve ser a primeira das 23 pessoas previstas para serem ouvidas até o fim da próxima semana. Estão agendadas seis audiências para os dias 9, 10, 11, 14, 17 e 18. No último dia, deverá ser realizado o interrogatório da ré, que continua presa.

O agricultor que vivia em Bento Gonçalves, na Serra, na época em que o filho desapareceu, deve ser a primeira das testemunhas a falar sobre o caso. O relato dele está previsto para se iniciar durante a tarde, às 13h15min, desta quarta-feira. Ele será ouvido presencialmente no Foro de Planalto, sob coordenação da juíza Marilene Parizotto Campagna. O depoimento dele é o único agendado para o primeiro dia.

Na sequência, na quinta-feira (10) à tarde, estão previstos para serem ouvidos o namorado de Alexandra na época do crime, Delair de Souza, a professora de Rafael, Ana Maristela Stann, um vizinho, a mãe do melhor amigo do menino e um inspetor de polícia.

Na sexta-feira (11), devem ocorrer os depoimentos dos outros policiais. Serão ouvidos os delegados Eibert Moreira Neto, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, que atuou na investigação, e Ercílio Carletti, responsável pela apuração do caso desde o início do sumiço de Rafael. Ainda nesta data, está previsto para ser ouvida uma perita do Instituto-Geral de Perícias.

Na segunda-feira (14), devem ser retomados os depoimentos, com mais dois peritos, uma vizinha, outra professora e uma conselheira tutelar. Foi o Conselho Tutelar que Alexandra procurou primeiro para informar o desaparecimento de Rafael. Neste mesmo dia, estão previstos os depoimentos de familiares dela, e por consequência também do menino. Entre os familiares, devem depor a mãe de Alexandra, portanto avó do menino, Isaílde Batista, e o irmão de Alexandra, Alberto Cagol. No mesmo dia, deve ser ouvido o filho adolescente dela, irmão mais velho de Rafael.

A audiência seguinte está agendada para a quinta-feira, dia 17 de dezembro, quando serão ouvidas testemunhas vinculadas ao pai do menino, entre elas uma irmã dele e amigos. No dia 18 de dezembro, está prevista a realização do interrogatório de Alexandra. Ela cumpre prisão preventiva na Penitenciária Municipal de Guaíba, de onde deverá acompanhar as audiências por videoconferência e ser interrogada.

Audiências anteriores

O pai do garoto já havia sido ouvido em audiência anterior, em 1º de outubro. Daquela vez, o depoimento foi realizado por videoconferência e durou cerca de duas horas e meia. O pai apresentou contradições ao afirmar que Alexandra batia nos filhos e não demonstrava amor. Em depoimento anterior à polícia, ele havia relatado que ela tinha bom relacionamento com os filhos. Além de Rafael, Alexandra também é mãe de um adolescente.

No mesmo dia, foi ouvido o namorado de Alexandra na época do crime, Delair de Souza. Ele disse que não percebeu nada no comportamento da namorada inicialmente, mas que ao longo dos dias ela teria permanecido fria sobre o sumiço do filho. Outra testemunha ouvida em outubro foi Ana Maristela Stann, professora de Rafael. A educadora disse ter desconfiado da postura de Alexandra durante o sumiço do menino.

— Enquanto a gente chorava, passei dez noites sem dormir, ela aparentava tanta paz — afirmou.

No dia 9 de outubro, quando deveria ter sido dado seguimento aos depoimentos das testemunhas, a juíza decidiu suspender a audiência. A defesa de Alexandra alegou que não havia acessado documentos que foram anexados ao processo. Segundo o Tribunal de Justiça, os depoimentos anteriores permanecem válidos. No entanto, os três precisarão ser ouvidos novamente nestas audiências agendadas agora.

O caso

Rafael desapareceu em 15 de maio, em Planalto, onde residia com a mãe e o irmão. Alexandra afirmava que acordou pela manhã e não encontrou o filho em casa. O sumiço do garoto mobilizou a cidade, em buscas de pistas. Dez dias depois, a mãe dele acabou confessando ter matado o menino. Ela indicou o local onde estava o corpo, dentro de uma caixa de papelão, na varanda de uma casa vizinha.

A perícia apontou que a morte foi provocada por asfixia mecânica, por estrangulamento. O menino tinha uma corda de varal enrolada no pescoço. Alexandra afirmou em depoimentos que teria medicado o filho e usado a corda somente para transportar o corpo, após perceber que ele estava morto. Ela responde por homicídio qualificado e outros três crimes: ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.

Após a finalização desta etapa das oitivas de testemunhas e do interrogatório, será aberto prazo para as alegações finais por parte da defesa e da acusação. Depois disso, a juíza deverá decidir se pronuncia a ré pelo crime, ou seja, se ela deve responder pela morte do filho. Como se trata de homicídio (crime contra a vida), em caso de pronúncia, o julgamento se daria pelo júri popular.

Contraponto

GZH procurou Jean Severo, responsável pela defesa de Alexandra. O advogado afirma que a defesa aguarda que sejam reunidas ao processo provas que, em seu entendimento, comprovarão a inocência de Alexandra.

— Nossa expectativa é a melhor possível — disse.

AS AUDIÊNCIAS:

9 de dezembro, às 13h15:

Rodrigo Winques (pai de Rafael)

10 de dezembro, às 13h15:

Delair de Souza (namorado de Alexandra na época do fato)
Ana Maristela Stamm (professora de Rafael)
Carlos Eduardo da Silva (vizinho de Alexandra na época do fato)
Jaqueline Luíza Mesnerovicz (mãe do melhor amigo de Rafael)
Jackson Getúlio Consoli (inspetor de polícia)

11 de dezembro, às 13h15:

Eibert Moreira Neto (Delgado de Polícia)
Ercílio Raulileu Carletti (Delegado de Polícia)
Caroline Hercolani Alegretti (Perita do IGP)

14 de dezembro, às 13h15:

Roberto Pontes dos Santos (Médico Legista)
Bábara Zaffari Cavedon (perita do IGP)
Roberta Brambila (testemunha de defesa)
Alberto Moacir Cagol (irmão de Alexandra)
Ladjane Ravagio (professora de Rafael)
Denise Bielski Vojniek (conselheira tutelar)
Isailde Batista (mãe de Alexandra)
Adolescente (irmão de Rafael)

17 de dezembro, às 13h15:

Rosemar Winques Ostroski (irmã de Rodrigo Winques)
Gilmar Antonio Atzler (proprietário do imóvel que Rodrigo reside)
Marizete Lisboa Miranda da Silva (amiga de Rodrigo Winques)
Rodrigo Oliveira Dias (amigo de Rodrigo Winques)
Claudiomiro Miranda da Silva (esposo de Marizete)
Antônio Gabriel da Silva (testemunha de defesa)

18 de dezembro, às 13h15:

Interrogatório da ré Alexandra

Fonte: Tribunal de Justiça-RS

Fonte: GaúchaZH

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