Atraso nos pagamentos médicos: Simers aguarda manifestação do Hospital de Caridade para formalizar acordo – Rádio Alto Uruguai | FM 92,5 – FM 106,1
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Atraso nos pagamentos médicos: Simers aguarda manifestação do Hospital de Caridade para formalizar acordo

O atraso de 12 meses se refere a valores de anos anteriores que se somam ao atraso que vem ocorrendo desde março de 2019

9 de agosto de 2019
Conrado e Filipi, representantes do Simers, em entrevista à 92 FM (Foto: Rádio Alto Uruguai)

Representantes do Simers – Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, o diretor da entidade, Filipi Becker, e o advogado, Conrado Genio, concederam entrevista à Rádio Alto Uruguai, na manhã desta sexta-feira (09). Na pauta, os atrasos no pagamento de honorários médicos por parte do Hospital de Caridade de Três Passos (HCTP), que já somam 12 meses no acumulado, em alguns casos, acarretando em problemas no atendimento à população.

O atraso de 12 meses se refere a valores de anos anteriores que se somam ao atraso que vem ocorrendo desde março de 2019 (já totalizando cinco meses consecutivos). “Estamos preocupados. Atualmente, aqui em Três Passos, o hospital perdeu o SAMU e o hospital não vem cumprindo muitas das metas que deveria, perdendo recursos que deveriam vir do Estado”, diz Filipi Becker.

O Simers está tentando construir um termo de confissão de dívida com a direção do hospital, apresentando um cronograma de pagamento. “Para que se consiga angariar esses valores que ficaram para trás, como por exemplo 2016, 2017, o que em termos acumulados chega a doze meses”, explica Conrado.

De acordo com o jurídico do Simers, a entidade recebeu uma sinalização positiva para fechar esses acordos, mas ainda nada foi efetivado. “Fizemos uma proposta com cronograma de pagamento em dez parcelas, mas ainda não recebemos o contraponto. A última manifestação que eu recebi do jurídico do hospital é que seria enviada uma proposta em vinte dias. Estamos ansiosos para conseguir essa proposta, dividir com o grupo de médicos, ver se iniciamos esse cronograma de pagamentos, não tendo mais de falar em descontinuidade de serviços”, afirma Conrado.

O Simers admite que há casos de atrasos em outras instituições hospitalares no interior do Estado, devido ao agravamento da crise financeira na área da saúde, mas de acordo com Filipi, há pouquíssimos casos com atrasos tão grandes. “Estamos há mais de três meses em negociação com a administração do hospital e ela vem reiteradamente nos fazendo promessas, nos pedindo mais prazos, e a gente tem esticado esse prazo, principalmente no que se refere aos débitos de outros anos”.

Na última sexta-feira (02), um fato que demonstra a gravidade da situação em Três Passos: não havia profissional médico disponível para cumprir a escala do plantão de urgência e emergência no hospital.

Atualmente, o corpo clínico do hospital conta com 41 profissionais médicos. Por enquanto, de acordo com os representantes do Simers, a postura é de aguardar uma manifestação do hospital, sem paralisação dos profissionais. “Os médicos não têm nesse momento a intenção de parar, mas sinalizam que se não houver uma proposta com a maior brevidade possível, a gente vai ter que tomar outras atitudes, que não se gostaria de tomar. A situação está ficando insustentável”, afirma Filipi.

No mês de maio, uma notificação por parte do Simers foi encaminhada para Ministério Público, 19ª Coordenadoria Regional de Saúde e Cremers, no sentido de fatiar responsabilidades. A intenção é orientar os órgãos competentes e relatar o que está acontecendo. “Talvez o maior problema seja a dificuldade de contratação de plantonistas para o pronto-socorro. Muitas vezes profissionais que atuam na UTI saíam de seus postos para resolver intercorrências do pronto-socorro. Isso é uma situação muito grave, pois paciente da UTI é potencialmente instável. Essa notificação é justamente para alertar os órgãos competentes de que essas situações estavam acontecendo. O que recebemos de contraponto por parte da direção do hospital é de que esses problemas estavam sendo sanados”, disse Conrado.

O Simers deixa claro que a responsabilidade do Estado, em repassar os recursos para a manutenção dos serviços hospitalares, precisa ser cobrada pelo Ministério Público.

A entidade também se diz otimista quanto à formalização do termo de confissão de dívida e a construção de um cronograma de pagamento dos atrasados, de forma parcelada. “Nossa ideia é continuar negociando para garantir que a população seja bem atendida”, concluiu Filipi.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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