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Apesar do preço, filas e postos sem combustível em Três Passos

Desabastecimento também atinge outras regiões do Estado

23 de maio de 2018
Filas em postos de combustíveis foram formadas nesta quarta-feira (Fotos: Vinicius Araujo / Rádio Alto Uruguai)

Mesmo com os altos valores que estão sendo cobrados pelos combustíveis em Três Passos (leia matéria completa CLICANDO AQUI), nesta quarta-feira (23) foram formadas filas de veículos para abastecimento em alguns postos, com os consumidores demonstrando que estão mais preocupados com o desabastecimento, em função da greve dos caminhoneiros, do que com a própria questão dos preços. Inclusive, desde o final da manhã de hoje, há falta de combustíveis em alguns estabelecimentos da cidade.

Ao meio-dia, um dos postos no centro da cidade já estava com o atendimento suspenso, por falta de combustível para comercializar. Ao mesmo tempo, estabelecimentos concorrentes viam se formar longas filas, com motoristas buscando encher o tanque dos veículos.

Desabastecimento em outras regiões

A escassez de combustíveis já é sentida em outras regiões. Postos de combustíveis de Pelotas, no sul do Estado, começaram a enfrentar falta de gasolina comum e aditivada já na terça-feira (22). Nesta quarta (23), a situação foi ampliada para os municípios de Canguçu e Santa Vitória do Palmar, também na Região Sul, Osório, no Litoral Norte, Uruguaiana, na Fronteira Oeste, Bagé, na Campanha, Estrela e Encantado, no Vale do Taquari.

Conforme o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Rio Grande do Sul (Sulpetro), João Carlos Dal’Aqua, geralmente os postos têm capacidade de armazenamento de dois dias. “A coisa está ficando séria. No Interior já começaram a pipocar locais sem combustível, principalmente, gasolina. A nossa preocupação é com o radicalismo do movimento”, afirma.

A proprietária de uma rede de postos da Região Metropolitana afirmou que está preocupada, pois o diesel do tipo S10 deverá durar apenas até esta quarta-feira (23). A previsão é de que, a partir de quinta (24), todos os reservatórios de combustíveis comecem a ficar vazios.

Representantes de caminhoneiros diz que “só um milagre fará com que greve seja encerrada”

A possibilidade de zerar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) incidente sobre o diesel, proposta pelo governo federal, não é o suficiente para o encerramento da greve dos caminhoneiros, avalia André Costa, presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Estado do Rio Grande do Sul (Fecam-RS), entidade que reúne 12 sindicatos gaúchos da categoria. O impacto com a eliminação do imposto cobrado desde maio de 2015 é insignificante, argumenta, pois a alíquota é de R$ 0,10 por litro para a gasolina, e R$ 0,05 por litro para o diesel. Não há cobrança para o etanol. “É muito pouco provável que o movimento se dissolva nos próximos dias. Só um milagre fará com que a greve seja encerrada”, disse à reportagem do site GaúchaZH.

Costa afirma que a categoria está unida e decidida pela continuidade dos atos e que as seguidas elevações do preço do diesel foram apenas o estopim para que caminhoneiros se voltassem contra a situação de trabalho, a precariedade da estrutura e as condições de mercado. O que os motoristas querem, conforme o dirigente, é um pacote de medidas que englobe redução de impostos como PIS, Cofins, ICMS e regulamentação dos aumentos. “Daqui a pouco, o governo vai aumentar o preço do combustível de hora em hora”, ironizou.

Sobre os incidentes ocorridos na noite de terça-feira (22) e nesta quarta-feira (23), quando um caminhão foi perseguido e alvejado com tiros, em Itaqui, na Fronteira Oeste, e outros veículos foram apedrejados em Araricá, no Vale do Sinos, Costa demonstrou repúdio. “Lançamos na segunda-feira a campanha ‘Caminhoneiro, cruze os braços!’ para dizer basta a essa situação prejudicial à categoria e porque, com as mãos presas, não há como praticar agressões. Lutamos por um movimento pacífico”, declarou.

O presidente também pediu que haja sensibilidade dos manifestantes para que os atos não afetem serviços essenciais e nem deixem faltar produtos que comprometem a saúde pública, como combustível para ambulâncias, alimentos para hospitais e produtos médicos em geral. “É preciso ter sensibilidade e saber dosar as medidas adotadas” finalizou.

 

 

 

 

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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