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Amuceleiro e Amzop cobram explicação do governo para decisão sobre as bandeiras

Uma espécie de carta aberta, assinada pelos presidentes das duas associações, questiona a diferenciação de análise entre regiões

31 de julho de 2020

Uma espécie de carta aberta construída em conjunto pelos presidentes da Amuceleiro e da Amzop (leia abaixo), representando os 52 municípios que congregam a regional Palmeira das Missões no Plano de Distanciamento Controlado do RS (R15 e R20), foi divulgada esta semana, com data do dia 29 de julho.

No documento, os prefeitos questionam as razões pelas quais a região não teve acolhido o recurso apresentado ao comitê de dados do governo estadual, na última semana, para que fosse revertida a cor da bandeira, de vermelha para laranja, mesmo com a regional apresentando um índice final de 1,64, melhor do que os índices apresentados por regionais como Santa Rosa, Bagé e Pelotas, que, por outro lado, conseguiram progredir para a bandeira laranja.

Um dos trechos do documento refere que “não podemos compreender porque uma região com índices bem superiores aos nossos logrem êxito nos seus recursos e a nossa que vem reduzindo a cada semana, fique “marcando passo” e amargando os efeitos da bandeira vermelha”.

Nesta sexta-feira (31), na preliminar referente à 13ª semana de distanciamento controlado, o comitê de dados novamente colocou a regional de Palmeira das Missões sob bandeira vermelha. A região novamente apresentou índice de 1,64. Com este resultado prévio, a expectativa é que as regiões voltem a apresentar recurso neste sábado. A decisão final sobre as bandeiras para o período de 4 a 10 de agosto, será anunciada no final da tarde de segunda-feira, dia 3.

Íntegra do ofício:

Ofício nº 75/2020                  Seberi/Três Passos/RS, 29 de julho de 2020.

Prezados Senhores:

Em nome dos 52 municípios da Zona da Produção e Celeiro, integrantes da região covid 15/20(Palmeira das Missões), vimos pelo presente manifestar nossa preocupação quanto a condução do julgamento dos recursos, além da nossa inconformidade com os resultados obtidos.

Temos tido paciência, coerência, quando os resultados não nos favorecem. Na terceira semana anterior, nosso índice chegou a “2,44”, nem fizemos recurso, para não dar trabalho, pois tecnicamente falando, entendíamos que não tínhamos argumento, nem chance de reverter a situação, conscientes da elevação do número de casos.

Porém nas últimas duas semanas melhorarmos significativamente nossos indicadores, no entanto outras regiões que estavam com uma média ponderada, muito acima da nossa, conseguiram reverter, a nós, foi negado o recurso.

A maior indignação veio com os dados da última semana, nosso índice “1,64”, com dois óbitos que não pertenciam ao período analisado, e sim da semana anterior, coisa do passado, que já havíamos cumprido com as restrições da bandeira vermelha, ou seja, uma redução na semana de 40% no número de óbitos, que não teve um “pingo de consideração”, enquanto Pelotas com 1,81; Santa Rosa 1,78; Santa Cruz 1,76 e Cruz Alta 1,71, conseguiram misteriosamente redução para “bandeira laranja”, digo misteriosamente, porque o entendimento é técnico e aí não tem justificativa, e, se não for assim, que sistema é esse, que está sempre errado, que dá margem para recursos, no mínimo não é confiável.

Com todo o respeito, não podemos compreender porque uma região com índices bem superiores aos nossos logrem êxito nos seus recursos e a nossa que vem reduzindo a cada semana, fique “marcando passo” e amargando os efeitos da bandeira vermelha.

Estamos conscientes que o mais importante é a saúde do nosso povo, que não queremos ficar brigando por bandeiras, mas cá entre nós, estamos na quarta semana, pedindo um folego apenas, para nossa atividades econômicas, e não estamos sendo ouvidos.

Não queremos com isso, ofender ninguém, mas um desabafo, de quem está com o sentimento de “prejudicados”, no contexto do estado.

Respeitosamente.

JOSÉ ARNO FERRARI
PRESIDENTE DA AMZOP

CARLOS ALBERTO VIGNE
PRESIDENTE DA AMUCELEIRO

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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