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Amuceleiro e Amzop apresentam novo recurso buscando reverter cor da bandeira do distanciamento controlado

Regional Palmeira das Missões (R15 e R20) apresenta uma série de indicadores e argumentos, buscando o avanço da região para o retorno à bandeira laranja no plano de distanciamento

2 de agosto de 2020

No começo da noite deste sábado, 1º de agosto, a Amuceleiro (Associação do Municípios da Região Celeiro) e a Amzop (Associação dos Municípios da Zona da Produção) que integram a região Covid Palmeira das Missões (R-15 e R-20) no Plano de Distanciamento Controlado do Estado, enviaram recurso ao comitê estadual de crise, onde pedem que o Estado reconsidere a decisão de manter a região sob bandeira vermelha, de acordo com o levantamento prévio, anunciado sexta-feira, e propondo que a regional avance para um protocolo com menos restrições, qual seja, da bandeira laranja.

No início da argumentação é destacado que a região Palmeira das Missões está completando um mês consecutivo sob os efeitos da “bandeira vermelha”. Entretanto, pondera a regional, o Estado, nesta última semana, praticamente todos os dias bateu recorde de registro de óbitos, crescendo 17% no período, mas a Região Palmeira das Missões se manteve estabilizada, confirmando mesmo neste momento de “pico”, diante das restrições e dos protocolos que está seguindo, estar credenciada mais uma vez à pedir o retorno da fixação da “bandeira laranja” para a Região R-15 – R-20.

Amuceleiro e Amzop enfatizam no documento que tem a consciência dos cuidados que devem manter com a saúde da população, mas argumentam que neste momento é urgente uma pequena flexibilização, um incentivo para não se perder a autoridade sobre as ações e adesão da população.

As entidades destacam que está difícil convencer os setores econômicos, o pequeno empresário, sabendo que, através de pesquisa realizada e divulgada, os casos positivados não estão relacionados ao ambiente de trabalho.

Mediante esses argumentos, a Região Palmeira das Missões pede que o Estado acate o recurso e realoque a região na “bandeira laranja”.

Hospitalizações
Muito embora tenha ocorrido um pequeno aumento de hospitalizações, se for analisada a série histórica das últimas cinco semanas, ficando pouco acima da média, pode-se mesmo assim afirmar que a situação está sob controle, não chegando a ameaçar o sistema ou comprometer a estrutura regional de atendimento.

Neste contexto, a regional diz que é importante destacar a relação de hospitalização clínica x hospitalização em UTI x óbitos:

“Analisando, o histórico das bandeiras e, principalmente, seu comportamento desde o ingresso da região na classificação de bandeira vermelha, verifica-se que não há relação entre o número de hospitalização clínica x hospitalização em UTI x óbitos, ou seja, o aumento do número de hospitalizações clínicas não está refletindo na ocupação de leitos de UTI, tampouco em aumento no número de óbitos, motivo pelo qual este indicador precisa ser avaliado sob uma perspectiva diferente nesta região.

Essa ausência de relação e, por consequência, necessidade de análise mais aprofundada por parte do Gabinete de Crise, facilmente se constata da leitura da tabela que anexamos a seguir.
Como se vê, na última semana, mesmo com o aumento de dez casos de hospitalizações clínicas confirmadas para COVID, a região manteve o mesmo número de óbitos (14,5% abaixo da projeção feita pelo Estado) e teve ampliada a disponibilidade de leitos de UTI, ou seja, o aumento pontual do número de hospitalizações desta semana não representou (e nem representa) um aumento na procura por leitos de UTI, tampouco de óbitos.

A explicação para este cenário decorre de como a região se preparou e está atuando no combate à pandemia: de forma organizada, proativa, atuando com antecedência, realizando ampla testagem e busca ativa, permitindo a identificação e monitoramento dos casos desde o início, evitando, assim, que os pacientes evoluam de forma negativa.

Analisando este indicador podemos observar que o número de internações na nossa MACRO, em todas as nossas referências de atendimento (Palmeira das Missões, Passo Fundo e Erechim), de internações, diminui consideravelmente nesta última semana, comprovando que a região internou, na média, quase 11% menos, conforme demonstramos na planilha anexa. Essa ocorrência se comprova deste a 10ª rodada do DSC, uma consistente e sólida queda no indicador relativo ao número de internados por SRAG em UTI no último dia.

Com exceção de Passo Fundo que aumentou um pouco mais, nas demais referências regionais(Palmeira das Missões e Erechim) o número se manteve dentro da média, da série história das últimas 05 ou 06 semanas.

Em termos de MACRO, reduzimos bastante o número de pacientes internados confirmados com Covid-19 em leitos de UTI. Se analisarmos, conforme planilha anexa, a média das nossas três referências (Palmeira das Missões, Erechim e Passo Fundo, a redução chega a 14%.”

UTIs
Sobre a questão das UTIs, as região entendeu ser relevante apresentar alguns dados e informações, onde solicitam CONSIDERAÇÃO:

“-O nº de UTIs na nossa microrregião é um tanto baixo pela proximidade com Passo Fundo (macrorregião norte);
-Antes da pandemia, o fluxo normal de pacientes se regulava primeiro nas UTIs da nossa microrregião (Três Passos, Tenente Portela e Frederico Westphalen) e, quando estas lotavam, os pacientes eram encaminhados para Passo Fundo, que possui bastante oferta, uma vez que é o “grande centro” de saúde da macrorregião, onde houve investimento maciço ao longo dos anos, principalmente do Governo Estadual;
-Hoje, no cenário de pandemia, o número de UTIs pode parecer baixo se comparado com o número de habitantes e, também, se comparado com Passo Fundo, por exemplo.

A região de Passo Fundo (R17, R18, R19) conta com 24 hospitais e dispõe de 148 leitos de UTI Adulto para atender 668.458 mil habitantes, ou seja, um leito de UTI Adulto para cada 4.516 habitantes;
A região de Palmeira das Missões (R15, R20) conta com 21 hospitais e dispõe de 35 leitos de UTI adulto para atender 361.215 mil habitantes, ou seja, um leito de UTI Adulto para cada 10.320 habitantes;

Como se vê, a região de Passo Fundo dispõe de mais que o dobro de estrutura de unidades de tratamento intensivo por habitante, o que se deve em razão do alto investimento do Estado ao longo dos anos;

-A região de Palmeira das Missões por sua vez, por ser historicamente negligenciada no quesito investimentos em saúde pública, amarga pela quinta semana consecutiva a classificação da bandeira vermelha, município referência da microrregião, com a maior população, sem dispor de nenhum leito de UTI.

O número de Ativos tem aumentado dentro do esperado, afinal, se estamos intensificando cada vez mais os testes, a tendência é um aumento natural. Todos os nossos municípios intensificaram os testes, após convênio firmado com a UFSM, campus de Palmeira das Missões, que acabou identificando mais casos, mas por outro lado, evitando hospitalizações, oportunizando estratégias de distanciamento social, quebrando a cadeia de transmissão e comprovando a eficácia dessa medida.

Diante disso, conforme a planilha anexa, pode ser observado que houve um aumento de casos ativos, 77 na semana, dentro da normalidade, mas por outro lado, tivemos 132 recuperados.

Além do mais, entendemos que a região, por testar mais, ação que o Estado agora também intensifica, através do programa “Testar RS”, não pode ser prejudicada e sim reconhecida.

Porém, tem algo que queremos contestar e pedimos RECONSIDERAÇÃO: esse cálculo matemático é muito preciso, às vezes por questão de arredondamento, ocorre uma mudança de bandeira. No nosso caso, nesse item, pela fórmula: 359 ativos divididos pelos 717 recuperados o coeficiente foi de 0,50 e por isso passamos para bandeira vermelha. Se tivéssemos 01 recuperado a mais, seria 0,49, com isso, bandeira laranja. E isso é perfeitamente possível de um erro de lançamento, de registro e uma região inteira ser penalizada.

A propósito, conforme demonstra o documento que anexamos, encaminhado pela Enfermeira Coordenadora Unidade Sentinela- Três Passos-RS, no período de 23/07/20 até 30/07/20 Três Passos teve apenas 5 resultados positivos de RT-PCR, através do Lacen, dentre eles um não estava devidamente encerrado (Bernabé Bogado-alta em 30/07/20). Como se vislumbra do item 75 do Registro do Sistema de Informação De Vigilância Epidemiológica Da Gripe – Caso De Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag-Hospitalizado) – a data da alta do paciente foi 30/07/2020, devendo, portanto, ser corrigido o número de casos ativos, com a redução na contagem deste paciente.

O número de óbitos permaneceu o mesmo, conforme tabela anexa. Essa estabilidade se faz sentir nas últimas semanas, demonstrando que a situação está sob controle, e os casos que tem ocorrido, são isolados, não se concentrando em algum município. De acordo com os profissionais da saúde todos têm relação a pacientes com outras comorbidades, entre elas, neoplasia.

Temos um exemplo, que gostaríamos de relatar, ocorrido nesta semana, comprovando nossas particularidades. Ocorreu um óbito na cidade de Três Passos que a equipe da saúde só ficou sabendo na sexta-feira. Uma paciente de 87 anos, com diabetes, hipertensão, cardíaca, oncológica, que a família não procurou atendimento, acabou falecendo em casa. Ela era positivo de COVID e esteve hospitalizada por alguns dias, depois teve alta, a equipe por diversas vezes tentou contato para saber como a paciente estava, mas a família não atendia o telefone. A equipe foi até a casa para dar alta para ela, pois teoricamente estaria recuperada de COVID, e descobriu que ela faleceu na quarta, e ninguém informou, pois a família queria que ela morresse em casa, perto dos seus.

Essa é uma situação que precisa ser relatada, pois a opção da família (compreensível e que não é o foco da discussão) não pode acarretar numa penalização para toda a região.

Por fim, ressaltamos novamente que, mesmo diante de uma semana de recordes de óbitos no Estado, permanecemos estáveis, ou seja, a situação está sob controle, merecendo esta RECONSIDERAÇÃO.

O número de leitos livres na nossa MACRO, teve uma pequena oscilação na última semana (menos de 8%), mas essa tem sido a tendência, a média das última semanas, não se considerando portanto como um comprometimento maior do número de leitos, longe de qualquer situação de colapso ou preocupação maior.

Sobre esses indicadores, que se referem ao Estado, embora impactam em nossos índices, não temos gerenciamento. O que solicitamos, considerando nossa densidade demográfica e outras particularidades regionais, é uma “compreensão diferenciada”, que traduza nossas diferenças.

Ante o exposto, não resta dúvida de que os resultados demonstram que a R15 e R20 está preparada e possui condições de enfrentar a pandemia em um protocolo mais brando, não podendo ser penalizada, sobretudo do ponto de vista do desenvolvimento econômico, com agravamento de condições da macrorregião e do próprio Estado, devendo o esforço empreendido até aqui e a situação particular dos municípios de pequeno porte e interioranos ser considerada, com vistas a migração para o protocolo da “bandeira laranja””.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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