30 anos sem Cenair Maicá, o cantor das águas – Rádio Alto Uruguai | FM 92,5 – FM 106,1
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30 anos sem Cenair Maicá, o cantor das águas

Músico é considerado um dos quatro troncos missioneiros, ao lado de Jayme Caetano Braun, Noel Guarany e Pedro Ortaça

2 de janeiro de 2019
Imagem de capa de um dos seus trabalhos, o LP "Meu canto" (Foto: Reprodução)

Esta quarta-feira (02) marca os 30 anos da morte de Cenair Maicá. O cantor e instrumentista de música nativista latino-americana, marcou sua carreira artística cantando a natureza, os índios e a história das Missões, sendo reconhecido na cultura regionalista como um dos “quatro troncos missioneiros”, ao lado dos amigos e parceiros de palco e de composições: Jayme Caetano Braun, Noel Guarany e Pedro Ortaça (o único ainda vivo).

Natural da localidade de Águas Frias, no atual município de Tucunduva, então distrito de Santa Rosa, Cenair Maicá desde muito pequeno manteve contato e influência com os povos vizinhos, especialmente da Argentina e do Paraguai, onde aprendeu os primeiros acordes no violão e conheceu aspectos da cultura guarani. Viveu e estudou na cidade de Oberá, na província de Misiones. Depois, passou a maior parte de sua vida em Santo Ângelo, onde começou sua carreira artística, com apenas dez anos.

Tornou-se conhecido ao vencer o 7º Festival do Folclore Correntino, em 1970, em São Tomé, na Argentina, com a música Fandango na Fronteira. Apresentou-se junto do compositor da canção, Noel Guarany, e a vitória garantiu aos dois a gravação do disco compacto Filosofia de Gaudério. Trabalhou com José Mendes e, depois, com Noel Guarany. Cenair gravou um compacto duplo e quatro LPs, dois deles reeditados em CD.

Entre algumas das principais composições de sua história, estão as músicas Rio de minha infância, Meu canto, Baile do sapucay, KM 11 e Canto dos livres.

Sua arte e seu talento estiveram, constantemente, a serviço de sua terra e sua gente. Ao lado dos demais “Troncos Missioneiros”, personificou a identidade histórica e cultural de sua região. Também, junto a eles, foi responsável por inserir as Missões no mapa histórico e cultural oficial do estado, desencadeando a redefinição de uma identidade gaúcha até então calcada quase que exclusivamente na exaltação dos senhores feudais da região da campanha.

Pela proximidade de vida com a Argentina, construiu laços que perpassam a cultura sul-riograndense, promovendo uma verdadeira integração latino-americana, ao lado de grandes mestres como o acordeonista Chaloy Jara.

Em muitas de suas canções, demonstrou sua consciência social, denunciando o massacre dos povos indígenas na região de fronteira que une Brasil, Argentina e Paraguai.

Exaltou o rio Uruguai, um dos maiores símbolos ambientais da região Noroeste do Rio Grande do Sul, tornando suas águas ainda mais legendárias.

Problemas de saúde que comprometeram sua vida

Aos 17 anos de idade, em um acidente, Cenair Maicá perdeu um rim, o que veio, mais tarde, a comprometer sua saúde e influenciar no seu prematuro falecimento, que ocorreu em 02 de janeiro de 1989, aos 41 anos de idade, devido a uma infecção hospitalar contraída durante a colocação de uma prótese femural.

Os problemas de saúde haviam começado em 1984, quando o rim que lhe restara começou a falhar e Cenair precisou fazer hemodiálise, o que o deixou ainda mais debilitado. Chegou a fazer um transplante de rim em 1985, doado pelo irmão Darci Maicá. Seus restos mortais encontram-se na cidade de Santo Ângelo, conhecida como a capital missioneira, onde existe um memorial em sua homenagem na entrada do Cemitério Municipal.

O legado imortalizado na música

Em 2013, integrantes da família Maicá gravaram um programa especial pela passagem dos 25 anos da morte de Cenair. O programa Vida no Sul, apresentado por Antônio Gringo e promovido pelo Instituto Cultural Padre Josimo, foi gravado no Galpão do Missioneiro, em Três Passos, na residência do cantor Valdomiro Maicá, irmão de Cenair e que mantém vivo o legado da música missioneira até hoje.

Para esse especial foram convidados o Grupo Missões e a Família Maicá. Um dos filhos de Cenair, Miguel Caraí, participou das gravações.

Hoje, 30 anos após a morte do cantor das águas, o Sistema Alto Uruguai de Comunicação, que preza pela cultura nativista e missioneira em sua programação semanal, presta essa singela homenagem a uma das maiores vozes da música latino-americana.

Fonte: Rádio Alto Uruguai (com informações do site Recanto da Gaita e Arquivo)

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